terça-feira, 15 de outubro de 2013

CLAUDIA VILAÇA NO UOL - FOLHA SP E NO RECORD - R7


Nos últimos dias, foram publicadas duas matérias muito bacanas a meu respeito em portais importantes: o UOL e o R7.

Veja nos links abaixo:


UOL - FOLHA SP 

R7 - RECORD

Claudia Vilaça - 51 anos  
Campeonato internacional de fisiculturismo natural 
FOREVER NATURAL 2013
Las Vegas/USA
Primeiro Lugar

Categoria Grand Master FIGURE

terça-feira, 8 de outubro de 2013

(2) INBA INTERNATIONAL FLEX APPEAL - RENO, EUA - O UNIVERSO DO FISICULTURISMO NATURAL: EXAME ANTI-DOPING, BASTIDORES, ATMOSFERA E NOVAS AMIZADES


Continuando, na manhã do sábado 21 de setembro, acordei cedinho, passei a última camada de bronzeador de palco e, enquanto a tinta secava no corpo, arrumei o cabelo e fiz a maquiagem usando produtos de boa fixação, o dia seria longo!

Cheguei ao campus da escola secundária em que seria realizado o campeonato INBA INTERNATIONAL FLEX APPEAL pouco antes das 10 horas.

Quando saí do carro, conheci o famoso VENTO daquela região. Aliás, em todo o estado de Nevada venta muito, mas nunca vi nada igual ao vento de Reno. É um vento de redemoinho, o pesadelo das chapinhas e o sonho dos cabeleireiros que jamais ficarão sem trabalho hahaha, parece uma força que brota do chão e vem por baixo, sacudindo tudo. 

Enquanto eu procurava a entrada para o teatro, devo ter dado umas dez voltas a pé ao redor do complexo esportivo da Galena High School e com isso - imagine - lá se foram as ondas no cabelo que passei um tempão fazendo com o baby liss da Barbie que minha filha de quase 18 anos ganhou em um longínquo Dia das Crianças. Gosto dele porque não é muito potente, assim evito o visual "cachinhos de boneca".


Ainda bem que sou descabelada por natureza, tudo bem, não seria um furacãozinho à toa que iria perturbar a minha estréia nas competições internacionais. Nem liguei, queria mesmo era encontrar o lugar!

Não me lembro se já contei aqui que sou completamente desprovida de sentido de direção. Falando claro: sou a barata-tonta em pessoa, capaz de me perder até dentro de casa.


Com o vento chicoteando as pernas e fazendo entrar areia pelos dedos dos pés - eu estava de vestido curto e chinelinho -, vi passar uma mulher negra bonitona em um Land Rover branco (como tem carro branco nos EUA!). 

Ela parou e de dentro do carro perguntou se eu sabia onde era a entrada. Eu disse que  não, que também estava procurando.


Minutos depois, ainda andando em círculos pelo campus, reconheci a moça negra do carro branco, agora a pé, toda produzida de terninho justo e salto agulha afundando no cascalho e puxando uma maleta pequena e rígida, de rodinhas, com estampa de zebrinha. Uau, que estilo, pensei!


O nome dela é Vickie Francovich, atleta natural Master Figure como eu, deslumbrante em seus 58 anos de idade.


Na foto abaixo, eu e minhas novas amigas americanas Darla e Vickie, jovens cinquentinhas; ambas competiram comigo no campeonato de Reno


Além da Master Figure, Vickie também concorreu em outra categoria compatível e sem divisão por idade - a Fitness -, em que a atleta apresenta uma coreografia (ela mereceu a medalha de primeiro lugar com uma performance que agitou a platéia do INTERNATIONAL FLEX APPEAL).

Encantadora, cheia de energia, sorridente, Vickie mudou a idéia que fazemos dos americanos - em geral, considerados mais reservados que os brasileiros - e me surpreendeu com o convite para uma festa em sua casa naquela mesma noite, depois do campeonato.

Foi um prazer encontrá-la e ao marido na semana seguinte, em Las Vegas. 


A alta e esguia Darla Demitrios faz lembrar a top Figure Erin Stern, você não acha? Darla é um doce de pessoa, carinhosa, conversamos bastante no backstage, fizemos aquecimento juntas, trocamos experiências sobre treinos, principalmente o de glúteos.


Tanto Darla quanto Vickie elogiaram a minha retaguarda e perguntaram que tipo de exercício eu fazia para esta parte do corpo. 

Ao responder, cometi uma gafe histórica por conta da pronúncia chiada do T no final da palavra squat (agachamento), o meu T saiu meio Tch. 

Eu queria dizer, em inglês, que para as pernas e glúteos costumava fazer bastante agachamento (squat). 

Em vez de squat, elas entenderam scratch (que significa arranhar ou coçar) e aí foi uma gargalhada geral no banheiro. 

Ou seja: o segredo do bumbum da brasileira é ser bem coçado hahahaha. 

Jurei nunca mais falar em squat e agachamentos nem mencionar nada que termine com T!


Darla Demitrios, Vickie Francovich e Claudia Vilaça 
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atletas - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos) 
INBA Natural Bodybuilding


Eu estava curiosa para ver como funciona o exame anti-doping na INBA, realizado sob os rigorosos critérios da Agência Mundial Anti-Doping (WADA) e do Comitê Olímpico Internacional (IOC).

Após a confirmação da inscrição de todos os atletas no campeonato INTERNATIONAL FLEX APPEAL, fomos homens para um lado, mulheres para o outro.


No banheiro feminino, a coleta da amostra de urina que será enviada para análise é feita praticamente em público.

Explico: todas em fila, aguardando a vez. 


A diretora da INBA - Diana Kakos - entrega à primeira da fila um copo de plástico etiquetado com nome, número na competição e demais dados pessoais. 

Sem casaco nem bolsa, porta da cabine aberta, a atleta tira a calcinha e faz xixi no copinho diante dos olhos de todas as presentes, que acabam fiscalizando umas às outras e testemunhando que não houve fraude nem manipulação da amostra.

E assim vai até que cada uma das competidoras entregue o seu copinho etiquetado e tampado nas mãos da diretora da INBA (com xixi quentinho, não existe a menor possibilidade de trocar amostras com tanta gente observando atentamente ;-)


O material é enviado para análise, o resultado será conhecido dentro de alguns dias.

Se algum atleta for pego no exame anti-doping, a punição é severa: expulsão sumária dos quadros e campeonatos da INBA, devolução do prêmio, notícia da mentira e das práticas desonestas em sites e nas redes sociais, e - o mais importante - inscrição do atleta no Hall of Shame (ou Muro da Vergonha), com a divulgação de nome, fotos, substâncias proibidas e dosagem detectada.

Resumindo: um vexame! É para queimar o filme do cara mesmo, acabar com a sua carreira no esporte, entre os naturais e os não naturais, e isso sem perdão nem direito a recurso.


O MURO DA VERGONHA dos atletas que falham no exame ANTI-DOPING


Detalhe: o exame anti-doping é pago pelo próprio atleta, e é caro! 

Além do exame aplicado momentos antes da competição, são feitos testes por amostragem a qualquer tempo, com o objetivo de manter a associação de fisiculturistas naturais permanentemente longe das drogas.


Terminada a coleta do material, começa a maior alegria no banheiro. 

Hora de retocar a maquiagem, colar cílios postiços, emprestar batom, passar cola no bumbum para o biquíni não sair do lugar.

Eu tenho a cola de biquíni, mas nunca usei, levo na bolsa apenas para o caso de alguém precisar. 

E no banheiro do backstage em Reno, o meu socorro à uma atleta desbundada trouxe de volta o assunto "Os Glúteos da Claudia"

Mais risadas, a história se espalhou entre as moças, minha amiga Vickie coçou e arranhou (scratch) o bumbum brincando comigo, dizendo que eu não precisava mesmo de cola nos glúteos pelo simples fato de ter ótimos glúteos!


Verdade, a maioria das atletas naturais que conheci nos EUA quase não tem bumbum. Ao ver fotos e vídeos de campeonatos da INBA, confesso que estava com um pouco de medo de parecer bunduda demais, mas deu tudo certo no final.


Abaixo, trechos da apresentação individual, ou T-Walk, usada na categoria Figure

Uma caminhada pelo palco como se desenhando a letra T (de novo o tal do T me pregando peças! E dessa vez porque eu tenho dificuldade em diferenciar esquerda de direita).


Pratiquei bastante o meu T-Walk para não dar vexame nos States. 

Decorei: dos bastidores, entrar e se dirigir ao centro/fundo do palco, pausa. Andar até a frente, centro, outra pausa, poses livres para os árbitros e o público. Do centro, ir para o lado esquerdo do palco, mais charme e poses, mostrar os pontos fortes. Caminhar até o outro lado, poses, sorrisos e dar um jeitinho de exibir as panturrilhas. Voltar para o centro do palco e fazer a sequência - de frente, de lado, de costas, de costas 2, abaixando os braços para mostrar os tríceps e realçar os glúteos -, girar o corpo, concluir. Agradecer e ir se juntar às outras competidoras na lateral do palco.


Claudia Vilaça - 51 anos  
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atleta - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos)
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


Claudia Vilaça - 51 anos  
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atleta - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos)
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


Claudia Vilaça - 51 anos  
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atleta - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos)
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


Claudia Vilaça - 51 anos  
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atleta - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos)
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


Nos dois rounds - prévia ou pre-judging, de manhã, e na prova final ou main show, à tarde - depois das apresentações individuais, vieram os quartos de volta e os confrontos.


A classificação foi conhecida logo, eu fiquei em segundo lugar no campeonato INBA INTERNATIONAL FLEX APPEAL, em Reno, nos EUA.


Claudia Vilaça, Kelly OBrien, Darla Demitrios
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atletas - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos) 
INBA Natural Bodybuilding


Claudia Vilaça, Kelly OBrien, Darla Demitrios
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atletas - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos) 
INBA Natural Bodybuilding


A campeã da categoria Grand Master Figure (de 50 a 59 anos) foi a californiana Kelly O'Brien, de 52 anos, a linda loira entre mim e Darla Demitrios.

Kelly é treinadora, tem um time de atletas naturais - entre os quais outra nova amiga, a simpatia da Marisol Letcher, uma Master mais jovem, de outra divisão - e ganhou também o prêmio especial de Corpo Feminino Mais Simétrico do campeonato.


Claudia Vilaça (à direita) entre  atletas vencedores do campeonato internacional
INTERNATIONAL FLEX APPEAL
21/setembro/2013 - Reno/USA

INBA Natural Bodybuilding


A SEGUIR, MAIS SOBRE: 

- As bases e a filosofia do NATURAL BODYBUILDING ou FISICULTURISMO NATURAL. 

- A organização, o clima dos campeonatos e entre os competidores, as categorias especiais (infantil, juvenil, estreantes, deficientes físicos, e outras)

- O campeonato internacional INBA FOREVER NATURAL 2013, em Las Vegas, EUA, onde conquistei o primeiro lugar na categoria Grand Master Figure (de 50 a 59 anos). Fotos das provas e minhas impressões.

- Meus dias nos EUA, as viagens de carro, os passeios e espetáculos que assisti em Las Vegas, as soluções que encontrei para treinamento e alimentação nos dias que antecederam as competições.

- Os planos, as datas e a preparação para os próximos campeonatos: INBA World Cup 2013 - 02/novembro/2013, em Hollywood, e NATURAL OLYMPIA 2013 - de 08 a 10/novembro/2013, em San Diego, ambos nos EUA.


E fique por aqui que eu volto já, já.


Leia também:







INBA INTERNATIONAL FLEX APPEAL - RENO, EUA - SEGUNDO LUGAR


A primeira etapa da minha recente temporada internacional começou assim, na cidade de Reno, estado de Nevada, nos EUA, na manhã do sábado, 21 de setembro de 2013.

A foto no backstage do campeonato INTERNATIONAL FLEX APPEAL, promovido pela INBA INTERNATIONAL NATURAL BODYBUILDING ASSOCIATION, foi tirada logo depois da coleta de material de todos os atletas para o exame anti-doping e momentos antes das provas prévias (ou pre-judging).


Claudia Vilaça - 51 anos  
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atleta - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos)
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


E, como você já sabe porque eu não pude me segurar e já contei, terminou assim, na noite do mesmo dia. 

Fui vice-campeã da categoria FIGURE, divisão GRAND MASTER (de 50 a 59 anos).


Claudia Vilaça - 51 anos  
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atleta - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos)
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


Claudia Vilaça - 51 anos  
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atleta - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos)
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


Viajei para os EUA na terça-feira anterior, dia 17, em vôo direto São Paulo - Los Angeles, doze horas de avião.

Como sempre, levei minha comida a bordo, tudo preparado e dividido em porções. Talheres de plástico.


Do aeroporto de Los Angeles, o LAX, segui para Pasadena, a 30 minutos de carro. A quarta-feira foi preenchida por compromissos de trabalho e assuntos familiares.

Na quinta-feira, dia 19, após uma viagem de oito horas de carro, desde Pasadena (California) até Reno (Nevada) - cidade que é uma mini Las Vegas, com seus hotéis, cassinos e shows -, eu só pensava em cair na cama e dormir, mas o jet lag e as luzes coloridas da rua atravessando a cortina do quarto acabaram me fazendo acordar no meio da noite sem a menor noção de onde estava.


Sexta-feira de manhã fiz um treino de membros superiores na academia do hotel, para dar um up nos músculos dos ombros, braços e costas.

Logo depois do treino, tomei banho e  iniciei os trabalhos, ou melhor, os preparativos para o campeonato. Operação Protan (a tinta bronzeadora) em curso - aplicação da primeira de três camadas -, não sem antes forrar o chão do banheiro com jornais e cobrir tudinho: pia, bordas da banheira, etc.

Quando se aplica esta tinta a gente fica se sentindo uma boneca de pixe, não pode encostar em nada senão mancha a pele, gruda qualquer pozinho ou fio de cabelo e suja o que estiver pela frente. Já me acostumei e faço várias coisas enquanto espero secar, pintar as unhas, por exemplo. Ou comer. Ou navegar pela internet do celular. Em pé, sempre.

Na sexta-feira à noite, a segunda camada de Protan. 

E no sábado bem cedo, a última mão de tinta logo que saio da cama; então, aproveito e arrumo o cabelo e faço a maquiagem sozinha, dá o tempo certinho de secar o bronze.

Ah, trouxe de casa lençóis e toalhas velhas, o tanto que desse para os dois fins de semana. Até pensei em aproveitá-los em um próximo campeonato, mas joguei tudo fora. É que acabei fazendo umas comprinhas e me empolguei - botas de treino, sandálias e sapatos lindos a preços inacreditáveis, roupinhas da H&M e Forever 21, coisas da Sephora, enfim... Malas cheias, você sabe como é, uma mulher precisa de espaço para acomodar os novos tesouros ;-)


Darla Demitrios, Claudia Vilaça e Vickie Francovich 
21/setembro/2013 - Reno/USA
INTERNATIONAL FLEX APPEAL

Atletas - Categoria FIGURE (de 50 a 59 anos) 
INBA Natural Bodybuilding


Sábado, 21 de setembro, o dia D!

Eu estava toda exciting com a aventura que viria, a começar pelo encontro com os dirigentes da INBA - em especial, com o presidente Denny Kakos - e os outros atletas, fisiculturistas naturais como eu.

A maior curiosidade, porém, era o exame anti-doping, a ser realizado momentos antes da competição

Aqui no Brasil, antes de viajar para os EUA, quando eu falava sobre a minha decisão de abandonar a IFBB (e o padrão "recursos ergogênicos" constituído de drogas diversas - fórmulas manipuladas, estimulantes, esteróides, hormônios, venenos, injeções e remedinhos humanos e veterinários) e de me filiar à INBA NATURAL BODYBUILDING ASSOCIATION e competir no exterior, ouvi muitos comentários maldosos, menosprezando a minha opção e dizendo que os testes anti-doping não valem nada, o velho papo de que quem cresce natural é planta, que isso de não "bolar" é coisa de quem acredita em Papai Noel, que os atletas que se dizem naturais (eu, inclusive) são uns mentirosos, que todo o mundo usa as drogas que bem entende pelo tempo que for e depois troca as amostras do material para exame.

Pois eu conferi: o meu primeiro anti-doping, por si só, foi uma experiência que valeu a viagem.




Leia também:






sábado, 5 de outubro de 2013

O PRIMEIRO PRIMEIRO LUGAR - INBA FOREVER NATURAL - LAS VEGAS, EUA


Meu primeiro primeiro lugar!

FOREVER NATURAL 2013, em Las Vegas, nos EUA: a estréia nos palcos internacionais, o primeiro primeiro lugar como atleta.


Meu primeiro primeiro lugar aconteceu em 28 de setembro de 2013, na cidade de Las Vegas, estado de Nevada, EUA, no campeonato internacional da federação mundial de fisiculturismo natural INBA INTERNATIONAL NATURAL BODYBUILDING ASSOCIATION, o FOREVER NATURAL, competindo com atletas do mundo todo e com o time americano.

Missão cumprida! 


Volto para os EUA daqui a 4 semanas para disputar o INBA WORLD CUP 2013 e o NATURAL OLYMPIA, representando o Brasil.


Claudia Vilaça - 51 anos  
Setembro/2013 - Las Vegas/USA

Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


Foi uma honra e uma imensa alegria me classificar pela primeira vez em primeiro lugar justamente na minha estréia no exterior.

Além do FOREVER NATURAL 2013, em Las Vegas, disputei o INTERNATIONAL ALL FEMALE CHAMPIONSHIPS, na cidade de Reno, estado de Nevada, EUA, no sábado anterior (21 de setembro) e obtive o segundo lugar.


Vivi dias de vitórias, novidades e festa entre atletas naturais do mundo inteiro - sem drogas, sem "aditivos químicos" nem "melhoradores de desempenho". 

Apenas o esporte em sua forma pura: cabeça, corpo e arte. Dedicação e disciplina, nada mais.


Claudia Vilaça - 51 anos  
Setembro/2013 - Las Vegas/USA

Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
INBA Natural Bodybuilding


Nesta temporada nos EUA, destaco outros tópicos que merecem o título de PRIMEIRA VEZ:

- primeira vez competindo fora do Brasil.

- primeira vez em que participo de dois campeonatos em seguida, com intervalo de uma semana, o que envolve uma logística complicada, como planejar treinos em academias de hotéis nem sempre bem equipadas, dieta - o que comer? onde comprar? como conservar as refeições durante longas viagens de carro entre uma cidade e outra em estradas em que a paisagem é a mesma durante 8, 9 horas, nos últimos dias de verão americano, com sol e calor direto? -, aplicação de tinta bronzeadora de modo a não ficar com o corpo manchado na segunda competição, entre outros itens.

- primeira vez competindo entre iguais: ATLETAS NATURAIS, que NÃO USAM DROGAS!

- primeiro exame anti-doping, com amostras colhidas e processadas sob os rigorosos critérios da WADA World Anti-doping Agency e do IOC International Olympic Committee (ou Comitê Olímpico Internacional).

- primeira vez que executo o T-Walk, uma apresentação individual das atletas Figure que não se faz aqui no Brasil.

- primeira vez que tenho minha bagagem cuidadosamente revistada. Os troféus embrulhados em toalhas e plástico chamaram a atenção e levantaram suspeitas, tive de mostrar os músculos dos braços e as fotos dos campeonatos para o policial ;-)

- primeiros tempos de uma grande paixão, que atende pelo nome de Whole Foods. Este é um amor para a vida toda! Eu já conhecia e comprava na rede americana de supermercados de produtos orgânicos - Los Angeles, Pasadena, Boston, New York, Reno -, mas foi em Las Vegas que o nosso caso pegou fogo... Ele me recebia todos os dias com a mesa posta, alimentos fresquinhos, carnes e ovos sem antibióticos nem hormônios, verduras cultivadas sem agrotóxicos e pré-lavadas, água muito alcalina com baixo teor de sódio em garrafas seguras, longe dos perigos das embalagens plásticas comuns, dos corantes, nenhuma gordura trans, nada geneticamente modificado. 

- primeira vez consumindo apenas água alcalina de pH 9,5 e teor de sódio próximo de zero (aqui no Brasil, bebo água mineral com pH 7,89 e baixo teor de sódio. Até existem fontes de água mais alcalinas, mas essas contêm muito sódio, o que não funciona para atletas, ainda mais às vésperas de uma competição). Super hidratante e naturalmente diurética, perfeita!

- primeira vez que o meu período menstrual coincide com um campeonato. E não foi uma coisinha rotineira. Você me desculpe o assunto desagradável, mas depois de mais de 4 meses sem dar as caras - e eu já estava toda relax e me considerando uma cinquentinha na menopausa -, acordei no dia anterior à competição de Las Vegas como se o mundo estivesse acabando em uma mar de sangue, o que absolutamente não combina nem um pouco com palco, biquíni, tinta bronzeadora que mancha e escorre com qualquer gotinha de água, medo de dar vexame e indo ao banheiro a cada 15 minutos para conferir se estava tudo ok.

- primeira vez que me hospedo em hotéis com cassino. Isso significa atravessar uma cortina de fumaça a cada passo fora do quarto. O cheiro de cigarro é onipresente e se entranha na gente! Nas roupas, no cabelo, no corpo inteiro, um nojo.

- primeira vez em Las Vegas, com seus espetáculos deslumbrantes, fui a vários, um mais bacana que o outro! 

- primeira vez fora de Las Vegas, no paraíso do hotel-spa em um condomínio à beira do lago, a 30 minutos de carro da Cidade do Pecado, das multidões de turistas nas ruas, do barulho, dos furtos, dos golpes, do uísque falsificado, dos congestionamentos e, principalmente, do cheiro de cigarro.


Vista da janela do meu quarto no hotel-spa à beira do lago, perto de Las Vegas/USA


Tenho muitas fotos para mostrar, aprendi lições importantes, improvisei bastante e acabei recriando o sistema que usava nas semanas que antecedem as competições, desobedecendo as regras dos gurus da musculação e agora adaptando-as ao meu estilo de vida, de treinamentos e de dieta de baixo carboidrato.

Experiências e descobertas, erros e acertos de uma atleta natural autodidata.

Espere só um pouquinho que eu já volto!


Leia também:





quinta-feira, 12 de setembro de 2013

NATURAL BODYBUILDING - CAMPEONATOS INTERNACIONAIS DE FISICULTURISMO NATURAL - DE MALAS PRONTAS PARA OS EUA - RENO E LAS VEGAS


Arrumando as malas e ajeitando tudo para disputar os meus primeiros campeonatos internacionais de fisiculturismo natural, nos EUA.


A programação para os próximos meses é intensa!

21/setembro/2013 - EUA, Reno
International Flex Appeal All Female Championships

28/setembro/2013 - EUA, Las Vegas
International Forever Natural

02/novembro/2013 - EUA, Hollywood
World Cup

08-10/novembro/2013 - EUA, San Diego
NATURAL OLYMPIA 2013


14/setembro/2012 - Claudia Vilaça - 12/setembro/2013
Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural

O que você achou da comparação?
Nem me reconheço na foto de 1 ano atrás!


Na semana que vem vôo para a California, tenho compromissos em Pasadena, cidade linda perto de Los Angeles.

De Pasadena, sigo de carro até Reno, no estado de Nevada, onde será o campeonato do sábado, 21 de setembro - o INTERNATIONAL FLEX APPEAL ALL FEMALES CHAMPIONSHIPS.

No domingo seguinte ao campeonato em Reno, viajo para Las Vegas, onde devo passar a semana até a competição do dia 28, o INTERNATIONAL FOREVER NATURAL.

Já tenho ingressos para shows e musicais em Las Vegas, será uma semana pre-contest bem agitada, cheia de música, luzes e novidades.



Claudia Vilaça - 51 anos - 12/setembro/2013
Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
Natural Bodybuilding


Depois da estréia nos palcos internacionais, fico ainda mais alguns dias nos EUA e volto para o Brasil, para retornar novamente em novembro, quando tomarei parte da WORLD CUP (em Hollywood) e do NATURAL OLYMPIA 2013 (em San Diego), a convite da INBA - INTERNATIONAL NATURAL BODYBUILDING ASSOCIATION, representando o Brasil.


Claudia Vilaça - 51 anos - 12/setembro/2013
Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
Natural Bodybuilding


Claudia Vilaça - 51 anos - 12/setembro/2013
Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
Natural Bodybuilding


Claudia Vilaça - 51 anos - 12/setembro/2013
Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
Natural Bodybuilding


Na preparação sem acompanhamento de técnico nem personal, tenho treinado intensamente na nova academia: seis treinos por semana, diferentes e divididos por grupos musculares, com um dia de descanso.

Treinos para HIPERTROFIA, sempre.




Desde 22 de agosto (quando fui expulsa da academia que frequentava), mesmo com poucos dias nesse meu sistema autodidata de treinamento*já noto progressos: as coxas parecem maiores e mais marcadas, os ombros deram de crescer em todos os ângulos, a barriga está sequinha.

(*) O tal "sistema de treinamento" é invenção minha e vai mudando a cada sessão. Anoto tudo o que faço no meu diário de treino para poder repetir ou modificar na semana seguinte. Experimento novas sequências e exercícios que pegam pontos próximos - cada pedacinho do ombro, por exemplo. Drop-sets, adoro drop-sets! Mas nos meus drops não me prendo a um número "x" de repetições; faço como o Arnold e o treino de panturrilhas: a primeira bem pesado, o quanto conseguir; imediatamente abaixo a carga e continuo até falhar; mais uma diminuição, sem descanso, e assim por diante.

Isso porque em DIETA DE BAIXO CARBOIDRATO E GORDURA ALTA o corpo usa a gordura como fonte de energia e a gente não se sente cansada; pelo contrário, parece que a disposição aumenta durante o treino!

Voltando a falar de evolução, no último dia de treino na outra academia eu estava assim:

Claudia Vilaça - 51 anos - 22/agosto/2013
Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
Natural Bodybuilding


E aqui em fotos recentes: há dez dias e hoje.

02/setembro/2013 - Claudia Vilaça - 12/setembro/2013
Atleta - Categoria FIGURE - 51 anos
Fisiculturismo Natural
Natural Bodybuilding


Também estou praticando as poses da categoria FIGURE da INBA, algumas são diferentes daquelas adotadas nos campeonatos amadores brasileiros.


Em cada campeonato há dois rounds; os dois, pelo que pude perceber, usando-se o mesmo biquíni colorido e sandálias transparentes, sem plataforma.

No primeiro round - ou pre-judging - acontecem as comparações e os quartos de volta. Geralmente é de manhã, entre 9 e 10 horas.

E no segundo round, à noite, é a vez do Figure Walk ou T-Walk, uma apresentação solo das competidoras, com entradas individuais. Eis o momento de mostrar domínio de palco, simpatia e exibir o conjunto harmonioso que caracteriza esta categoria tão feminina do fisiculturismo.


Claudia Vilaça - 51 anos - 12/setembro/2013
Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
Natural Bodybuilding


Claudia Vilaça - 51 anos - 12/setembro/2013
Atleta - Categoria FIGURE
Fisiculturismo Natural
Natural Bodybuilding


Terei muitos desafios nesta nova aventura:

1) para começar, serão dois campeonatos em seguida, com uma semana de intervalo. 

Assim, aquela clássica programação de treinos nos dias que antecedem a competição não vale mais. O que devo fazer entre uma competição e outra? Descansar no domingo? Na segunda-feira também? Treinar ou não pernas em Las Vegas (já que estarei há vários dias sem treinar por causa das viagens anteriores)? Treinar desde quando e até que dia?

Outra coisa em que pensar é o estado da pintura corporal. Em 7 dias, o Protan vai desbotar, já começa a ficar manchado. Não sei se é melhor esfoliar a pele depois do primeiro campeonato e reaplicar a tinta de palco normalmente ou apenas sobrepor os tons, correndo o risco de não ficar uniforme. O que você acha? Lembre-se de que não é tarefa fácil tirar o Protan passado recentemente, o negócio entranha, penetra mesmo!


2) mais importante: a dieta

Na viagem de avião, ok, já desenvolvi ótimas técnicas (simples, levo minha comida ;-). Só não terei água alcalina de baixo sódio, o jeito será encarar os míseros copinhos de água servidos durante o vôo.

O problema é depois! 

Nas semanas antes da competição costumo reduzir ainda mais o sódio na alimentação, ou seja, evito peixes de água salgada, ovos, até mesmo carne de vaca. Agora pergunto: o que vou comer nos EUA sem ter como cozinhar e sem recorrer a enlatados ou comida industrializada?! 

Normalmente, viagens não são problema para quem vive em dieta de baixo carboidrato. Nos restaurantes, basta pedir um grelhado com salada ou, em caso de emergência, apelar para a velha lata de atum.

Agora, dias antes de campeonato, salmão e carnes, fora. Frango e peru de rotisseries, fora. Ovo, fora. Atum, conservas e processados, fora. 

Você entendeu o meu desafio? Duas semanas! 

Darei um jeito - espero.

Estou aqui pensando e aceito sugestões

Depois prometo contar as soluções que encontrei, as que deram certo e as que não deram (tomara que não tenha nada para falar sobre essas últimas!).


3) aplicar a tinta de palco sem lambuzar paredes, móveis nem sujar a roupa de cama do hotel; encontrar espaço na mala para toalhas e lençóis velhos, que pretendo largar para trás; lidar com a falta absoluta de senso de direção e a notória inabilidade para diferenciar esquerda de direita, já que as apresentações nos campeonatos internacionais seguem todo um roteiro, principalmente o segundo round, ou T-Walk.

Experiências, improvisos, sacadas inteligentes e mancadas memoráveis...

Bem, deixo isso tudo para os próximos posts!

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